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'Monstruoso'

'Monstruoso': Adolescente que confessou ter matado menina de 11 anos fazia ameaças pelo celular, diz pai da vítima

Em entrevista ao GLOBO, Gilliard Pereira da Silva falou sobre conteúdo encontrado no telefone do suspeito; durante depoimento, o menino teria sorrido ao admitir o crime

20/09/2022 08h05
Por: Conecta Oeste
Fonte: G1/OGlobo

Um adolescente de 16 anos foi detido e apontado como o principal suspeito de ter estuprado e matado a menina Suzana Rocha Silva, de 11 anos, em Cachoeira de Pajeú, Minas Gerais. O menor foi conduzido à Delegacia de Plantão em Pedra Azul e confessou o crime. Segundo o pai da vítima, Gilliard Pereira da Silva, o jovem teria sorrido ao prestar depoimento e admitir o homicídio.

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— Sabe quando a pessoa confirma sem remorso nenhum? No depoimento dele, ele estava rindo e sorria quando falava que estuprou e matou a minha filha, na maior crueldade — disse Pereira ao GLOBO. — A gente descobriu que ela tinha um namoradinho e que esse menino gostava dela, mas ela não queria ele. Por esse motivo, ele a matou. Deu uma paulada na cabeça dela, enforcou e estuprou.

O caso ocorreu no último domingo, a cerca de 700 km de Belo Horizonte. Nas redes sociais, Suzana foi dada como desaparecida no sábado, após ter saído de casa para ir à igreja. Ainda de acordo com o pai da menina, havia um casamento comunitário na cidade e todos tinham se mobilizado para ir ao local. Mas, no meio do caminho, o adolescente cometeu o crime.

— Até o prefeito estava lá (no casamento) ajudando. A cidade se mobilizou para ir à igreja e, no meio do caminho, ele fez isso. Mas, antes, ele já tinha feito várias ameaças a ela pelo telefone. Disse que ia espalhar fotos e a matar se ela não ficasse com ele — contou Pereira.

Em nota, a Polícia Civil informou que os celulares do menino e da vítima foram apreendidos, bem como o veículo utilizado no crime.

'Só vi o corpinho dela no chão'

O pai de Suzana trabalhava a 220 km de distância da menina, mas conta que fazia planos de "organizar as coisas" para que ela morasse com ele — o que, afirmou, era uma vontade da jovem. Apesar disso, ele conta que, por morar em uma cidade pequena, todos se conheciam na região. O adolescente teria, inclusive, ido à casa do irmão de Pereira dias antes de cometer o crime.

— Eu só ia para a cidade dela nos fins de semana. Estava indo em direção à cidade para que ela fosse morar comigo. Surgiram problemas no caminho, não deu para chegar a tempo e aconteceu isso — explicou Pereira, que ainda precisou reconhecer o corpo da menina. — Eu fui à cena do crime ver a minha filha e não a toquei. Só vi o corpinho dela no chão.

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Quando a família da jovem ainda a procurava, eles chegaram a ir na casa do adolescente para perguntar se ele sabia o que havia acontecido com ela. Segundo o pai dela, o jovem "jurou" que não tinha conhecimento do paradeiro de Suzana. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o suspeito também teria negado o envolvimento com o crime, mas depois confessou a autoria do crime.

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O corpo da menina foi encontrado com sinais de violência sexual e de esganadura. Já o jovem foi apreendido em flagrante por ato infracional análogo ao crime de homicídio e é investigado pela prática de estupro de vulnerável. O Ministério Público de Minas Gerais deu, na tarde de segunda-feira, um parecer favorável pela internação provisória do suspeito.

— Isso é para outros pais tomarem cuidado com os filhos. Celular é uma coisa muito boa, mas isso atrapalha a vida da criança. Foi pelo celular que eles mantinham contato e isso tudo aconteceu. Por mais que a gente monitore, as mentes são muito maldosas. Na correria, não conseguimos ficar 24h vigiando a criança. — disse o pai da vítima.

 

Relembre o caso 

Suzane Rocha Silva, de 11 anos, desapareceu no sábado, em Cachoeira de Pajeú, no Vale do Jequitinhonha. Segundo a tia da menina, Suzana saiu de casa para ir à igreja por volta das 18h de sábado, mas nunca chegou até o local.

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Uma parente da menina, que a esperava em uma rua próxima, ficou preocupada com a demora de Suzana e ligou para a mãe dela. As duas, então, começaram a procurá-la pela região, mas sem sucesso. 

A mãe tentou falar com a filha pelo celular, mas a chamada não completava. A família chegou a olhar em uma câmera de segurança da rua onde Suzana deveria ter passado, mas não a achou. 

"No momento em que ela deveria ter passado, um carro preto foi e voltou na mesma rua. Só identificamos a cor. É a nossa principal suspeita”, disse a tia.

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