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Negócios

Empresas endividadas optam por renegociações e evitam tomar novos recursos

Os empresários brasileiros estão evitando novos endividamentos. Estão optando por renegociar suas dívidas, buscando restruturação junto aos credore...

21/10/2022 12h30
Por: Conecta Oeste
Fonte: Agência Dino
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

As empresas brasileiras vêm enfrentando muitos desafios para administração do caixa. Esse cenário está provocando mudanças na forma de administrar suas demandas, relações com fornecedores e preços de insumos, demanda por tecnologia, planejamento fiscal e até mesmo questionamentos sobre processo sucessório e política de investimento e crescimento. A avaliação é de Luis Alberto Paiva, CEO e fundador da Corporate Consulting, especializada em turnaround e reestruturação de empresas.

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Segundo ele, é visível que a forma de conduzir os negócios não é mais baseada em modelos de crescimento através de endividamento, como era feito no passado. Os fatores que levaram a isso têm relação direta com o custo financeiro, custo de contratação e dificuldades para consolidação das garantias. As empresas estão aprendendo a se organizar, colocar suas contas em equilíbrio e a evitar investimentos desordenados.

Outro fator relevante destacado pelo especialista é que empresas não tomam mais recursos para rolagem de dívidas e entendem que a dívida nova é mais cara do que a dívida antiga, motivo pelo qual buscam uma reestruturação junto ao credor. Para isso, dispõem de diversas possibilidades, que vão desde uma repactuação até medidas judiciais de proteção (Lei 11.101/05). O setor de comércio foi o mais representativo no último ano, até devido às grandes mudanças de perfil de comportamento do consumidor. De acordo com dados do Serasa Experian, a demanda das empresas por crédito era de 30,7% em julho de 2021. Em julho deste ano, o resultado ficou negativo, em – 11,9%. As que tiveram major queda na captação de recursos foram as de médio porte.

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“A redução no número de recuperações judiciais que temos assistido neste ano se deve ao fato de que os devedores e credores têm se ajudado na atenuação de medidas mais drásticas. Isso não necessariamente resolve o problema de endividamento, mas propicia uma melhor adequação no fluxo dos devedores, ainda que a custos maiores”, explica Paiva.

Se por um lado a elevação nos custos dos insumos ao longo de 2021 e 2022 mudou drasticamente a relação de resultados das empresas, e as deixou sem margens para cumprir o pagamento de dívidas, outras medidas foram implementadas para a melhoria dos resultados. A principal, acrescenta o CEO da Corporate Consulting, é compor um quadro salarial menos oneroso aliado a medidas de reajuste de preços. Ambas, porém, reduzem o poder de consumo e remetem a quadros recessivos.

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"Mas como a relação atual é por sobrevivência, qualquer medida tem sido utilizada postergando decisões assertivas para depois. O corte nas decisões de investimento e medidas de contenção afetam diretamente o setor de serviços, que foi e continua sendo o mais afetado desde o início deste ano", finaliza Paiva.

   

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