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Negócios

Faculdade lança projeto para conscientização do autismo

Diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para melhoria no quadro do paciente autista

11/04/2023 10h16
Por: Conecta Oeste
Fonte: Agência Dino
FACERES
FACERES

Conscientizar a população sobre o autismo para reduzir preconceito, desigualdade e alertar para a importância da busca do diagnóstico precoce, esse é o objetivo do programa de extensão lançado no dia 04 de abril com a presença de convidados, alunos e professores da faculdade de medicina FACERES.

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A coordenadora do PIC – Programa de Integração Comunitária, professora Fernanda Novelli Sanfelice explica que o projeto terá visibilidade através de plataformas digitais e canal de TV. “Gravamos vídeos com entrevistas de profissionais atuantes na área e familiares de pessoas com autismo que serão exibidos pelo canal 10 da NET, canal da faculdade no YouTube, além das redes sociais oficiais da faculdade, professores e alunos. A ideia é chamar a atenção para os direitos, atendimentos e para a luta contra o preconceito de quem tem TEA,” destaca Fernanda.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 02 de abril, foi instituído pela ONU em 2008. O autismo é uma síndrome que afeta muitos aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. Dados do IBGE apontam que existam cerca de 2 milhões de autistas no Brasil. A população total no país é de 200 milhões de habitantes, o que significa que 1% da população estaria no espectro.

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São mais de 300 mil ocorrências só no Estado de São Paulo. Contudo, apesar de numerosos, os milhões de brasileiros autistas ainda sofrem para encontrar tratamento adequado. O diagnóstico precoce determina o tratamento certo, que pode ser a chave para garantir melhor qualidade de vida para pessoas com autismo, segundo especialistas.

O advogado Marcelo Lavezo ressalta a importância da família não protelar o reconhecimento do distúrbio e os direitos da criança. Qualquer profissional da saúde especializado em autismo pode reconhecer e identificar o transtorno, embora somente o neuropsicólogo e psiquiatra podem validar o laudo.

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A pessoa com transtorno do espectro autista tem direito ao acesso às ações e serviços de saúde, oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo plano privado de assistência à saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades.  “A Lei 12.764/12 garante o acesso ao diagnóstico precoce, ao atendimento multiprofissional, à nutrição adequada, aos medicamentos e as informações que auxiliem no tratamento. Independentemente do Transtorno Espectro Autista, toda criança (até 12 anos incompletos) e adolescente (entre 12 e 18 anos de idade) têm direitos previstos em lei, como por exemplo: direito ao desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Muitas vezes é necessário judicializar esse tratamento”, explica o advogado.

Lais Balderrama, mãe de criança com TEA alerta: há uma diferença entre detecção precoce e diagnóstico precoce. "Quando os pais percebem que algo está diferente, podem levar ao profissional para que se façam as intervenções necessárias, sem perder a janela de desenvolvimento da criança. Com o tempo, a equipe multiprofissional trabalhará para ter um diagnóstico correto, seja TEA ou não", explica.

Lais complementa que o diagnóstico tardio traz muitas implicações para o paciente e para a família. É um indivíduo que está comprometido nas suas habilidades sociais e atividades diárias. Descobrir tardiamente aumenta a incidência de transtornos psiquiátricos que seriam evitáveis.

Para a neuropsicopedagoga especialista em ABA -Análise do Comportamento Aplicada Dra. Flávia Redondo, uma vez diagnosticado o TEA, o paciente e sua família precisam ser acompanhados pelo terapeuta para desenvolver habilidades emocionais e sociais tanto para o paciente quanto para a família. A especialista explica que não existem exames laboratoriais ou de imagem que possam identificar o TEA. Importante estar atento aos sinais e ao desenvolvimento dessa criança. "O autismo é um conjunto de sintomas e cada caso é um caso. Por isso é importante a observação de profissionais e relatos de pais, professores e pessoas próximas", observa.

Um dos tratamentos mais seguros para o autismo é o uso de terapia comportamental (TC). “É o único tratamento baseado em evidências científicas”, afirma Dra. Flávia.


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