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Tecnologia

Times tech e DPO atuam na co-criação de soluções seguras

Mais de 40,4 bilhões de vazamentos de dados ocorreram no mundo em 2021; diretor da Macher Tecnologia explica as ações necessárias para o desenvolvi...

26/04/2023 17h31
Por: Conecta Oeste
Fonte: Agência Dino
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O desenvolvimento de um software seguro é uma pauta comum para as empresas que buscam desenvolver soluções, produtos e serviços de nível empresarial e comercial. Aplicar políticas e procedimentos visa reduzir brechas e manter a integridade e confidencialidade dos seus dados, bem como garantir a segurança dos seus usuários. 

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De acordo com um estudo global da Tenable divulgado pelo Security Report, o temor com a segurança cibernética é maior que as incertezas das variações macroeconômicas, já que “garantir um ambiente seguro para o usuário é um pré-requisito na economia digital”. Segundo dados de outra pesquisa da organização, 40,4 bilhões de vazamentos de dados ocorreram no mundo em 2021. Destes, 815 milhões ocorreram no Brasil - um crescimento de 78% no total de registros expostos no período.

“Com o aumento da complexidade dos sistemas e a crescente ameaça de ataques cibernéticos, é fundamental que organizações adotem políticas de segurança robustas para proteger os seus ativos”, afirma Alexandre Antabi, diretor da Macher Tecnologia.

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Ele explica que as políticas para desenvolvimento de software seguro são um conjunto de procedimentos, diretrizes e práticas que garantem que diferentes aspectos de segurança do software sejam levados em conta durante todo o ciclo de vida do produto - desde a idealização até a implementação em produção e posterior monitoramento. 

Antabi lista as boas práticas que podem ser levadas em conta na definição de um processo de desenvolvimento seguro nos tópicos a seguir:

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  • Realizar testes constantes para evitar que vulnerabilidades - próprias ou de terceiros (como bibliotecas open source) - sejam liberadas em produção;
  • Adotar criptografia para proteger os dados “at-rest” ou em trânsito. Quanto mais sensíveis forem os dados, maiores devem ser os requisitos de salvaguarda para o tratamento, transferência e armazenamento de informações;
  • Gerenciar ativamente acessos à softwares, APIs, bibliotecas e repositórios; 
  • Remover usuários sem necessidade de negócio ou reduzir permissões sempre que necessário; 
  • Proteger as APIs, com ferramentas robustas de autenticação e desenvolvê-las com funções específicas e segregadas (ex. leitura ou gravação), além de tratar e monitorar erros e volume de requisições;
  • Implementar ferramentas para a detecção de vulnerabilidades e o rastreio de ações de usuários, tratando estes incidentes de forma rápida e eficiente;
  • Revisar e implementar soluções para tratar as causas das maiores vulnerabilidades em software mapeadas pelo projeto OWASP Top 10;
  • Manter o software atualizado: da(s) máquina(s), dos vendors, das bibliotecas, etc para evitar vulnerabilidades conhecidas e corrigir potenciais falhas de segurança;
  • Planejar-se para endereçar produtos que estejam chegando ao final de seu ciclo de vida (EOS/EOL);
  • Treinar ativamente a equipe em suas políticas de desenvolvimento de software seguro, políticas de TI, temas da LGPD, privacidade e proteção de dados;
  • Auditar os processos e os entregáveis da equipe, com frequência razoável à criticidade da operação e/ou dos dados.

Segundo Antabi, para melhorar a segurança do software, as organizações devem adotar políticas de segurança robustas, investir em treinamento, fazer testes de segurança regulares e manter softwares atualizados. Além disso, é importante contar com parceiros estratégicos especializados em privacidade e proteção de dados.

“Ao criar políticas de software seguro, você pode se basear nas normas e frameworks de segurança mais reconhecidos no mercado, como ISO, NIST, BSA e OWASP”, recomenda. Para ele, o resultado final, mais importante do que o framework usado, é mitigar os riscos e exposições ao software corporativo, produto e usuários finais. 

“E, como o mercado, ferramentas, vulnerabilidades e as boas práticas estão em constante transformação, suas políticas e processos também devem ser atualizados com frequência”, articula.

Antabi explica que o DPO (Data Protection Officer) surgiu com a GDPR (Europeia). No Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) chama este mesmo profissional de encarregado pelo tratamento de dados pessoais.

“A função do encarregado é ser a pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)”, afirma. O papel do DPO deve ir além de ser uma ponte entre ANPD e titulares, ou um burocrata organizacional, desempenhando um papel consultivo e interativo para toda organização, diz ele.

“O encarregado deve ser responsável por criar canais efetivos de comunicação entre líderes de verticais de negócio, seus departamentos e times de projetos e produtos para que, frente às mudanças em seus processos, busquem aconselhamento e validação de abordagens junto ao DPO”, afirma.

Para o diretor da Macher Tecnologia, o DPO deve ajudar na conscientização e no treinamento dos colaboradores, para que cada um compreenda o seu papel frente às posturas da organização quanto à privacidade e proteção de dados, sabendo quando e como buscar o suporte especializado. 

Para concluir, Antabi ressalta que  o desenvolvimento de um software seguro é parte de um projeto de conformidade com a LGPD e sendo um esforço contínuo e uma responsabilidade compartilhada entre desenvolvedores, líderes e clientes. Ao criar soluções e serviços digitais, os requerimentos de segurança devem ser incorporados já na fase de design do produto ou do projeto. Aliás, os times de TI, juntamente com o DPO podem ajudar nesse entendimento.

“Treinamentos de conscientização das políticas e procedimentos internos são necessários para garantir que todos no projeto entendam dos riscos, oportunidades e responsabilidades, estando aptos a pensar em formas de minimizar eventual exposição”, afirma Antabi.

Para mais informações, basta acessar: https://www.machertecnologia.com.br/

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