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Esporte

Conforto e acessibilidade: Jogos Paradesportivos do Paraná evoluem a cada ano

A edição deste ano conta com muito mais estrutura para a competição, uma vez que o Governo do Estado está bancando hospedagem em hotéis para os at...

21/11/2023 10h35
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Gilson Abreu/AEN
Foto: Gilson Abreu/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se encontrou com paratletas paranaenses que estão competindo na 11ª edição dos Jogos Paradesportivos, em Foz do Iguaçu, nesta segunda-feira (20). A edição deste ano conta com muito mais estrutura para a competição, uma vez que o Governo do Estado está bancando hospedagem em hotéis para os atletas, com acessibilidade mais ampla para os esportistas se concentrarem apenas na competição.

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"É uma competição muito importante para os nossos atletas. Estamos investindo muito na formação paradesportiva, ampliando a estrutura e a integração entre as equipes. O Paraná vai se destacar cada vez mais nacionalmente nos próximos anos", disse o governador.

Os jogos começaram no final de semana e acontecem até a quarta-feira (22). O evento de abertura contou com uma palestra do medalhista olímpico e ex-velejador Lars Grael, que apresentou a história de superação, inclusão e muito sucesso no esporte durante a abertura. No sábado e no domingo já foram disputadas as modalidades de basquete, vôlei sentado, futsal e goalball. A semana começou com natação, taekwondo, tênis, xadrez, badminton, ciclismo, golf 7, tênis de mesa, rugby, atletismo, bocha e handebol.

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Dois mil atletas de 49 municípios paranaenses estão em Foz do Iguaçu. É o maior número de participantes desde a criação da competição. Em 2019 foram 1.358 atletas. Em 2022, quando os jogos foram retomados após a pandemia, 1.377.

Sandra Beatriz Schossler, técnica paradesportiva da equipe de atletismo de Toledo, afirma que o paradesporto vem crescendo ano a ano no Estado, com uma mobilização também da parte dos técnicos e organizadores. “Hoje toda a delegação dos jogos está hospedada em hotéis que têm acessibilidade, por exemplo. Toda a estrutura do setor está se mobilizando para melhorar as competições, beneficiando principalmente os atletas. Algumas delegações tem muitos cadeirantes, que exigem espaços adequados”, complementa.

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A estrutura das quadras e locais de competição também está fazendo a diferença. Cezar Dias, jogador de handebol de cadeira de rodas, acredita que a estrutura melhorou para a competição deste ano. “Melhorou na questão de acessibilidade. As quadras melhoraram. As quadras de taco ajudam com a aderência, diminui tombos, melhora a aceleração, melhora tudo. É basicamente como jogar num campo molhado e colocar travas da chuteira", diz.

Jean Marcos Lopes, da mesma modalidade, concorda que o rendimento melhora como atleta e elogia as quadras da competição. “A adaptação em Foz do Iguaçu foi muito boa, com certeza vai render mais. Principalmente pelo acesso à quadra, geralmente quando a quadra não é adaptada a gente não consegue nem descer direito para jogar”, finaliza.

Segundo o secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, essas iniciativas fazem parte da estratégia estadual de valorização do paradesporto. "Assumimos o compromisso de que o Paraná seria referência no Brasil no paradesporto e isso está se concretizando”, afirma. "Por solicitação do governador temos hospedagem com acessibilidade e alimentação digna para todos os atletas. No passado não tinha aprovação de orçamento ou o evento acontecia com intervalos irregulares. Só quatro estados brasileiros fazem os Jogos Paradesportivos e o Paraná tem sido destaque".

O Paraná é referência nacional no desenvolvimento de ações voltadas à prática paradesportiva. Os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná tiveram, somando as duas últimas edições, um investimento médio de R$ 2,4 milhões e a participação de 3.500 atletas. Outra ação é a distribuição de kits paradesportivos aos municípios.

Em 2023, Curitiba também se tornou sede do Centro de Esporte e Lazer Vila Oficinas, onde passaram a ser desenvolvidas modalidades de vôlei sentado, golfe 7, goalball, bocha paralímpica e rugby em cadeira de rodas, todas serão disputadas nos Jogos Paradesportivos

Outra iniciativa é o programa Geração Olímpica e Paralímpica, que atua com bolsa-atleta, e se tornou uma grande vitrine esportiva dentro e fora do Estado e também uma referência em todo Brasil, inspirando diversos estados a criarem projetos seguindo o mesmo modelo.

Em sua 11ª edição, o programa vem a cada ano ganhando mais interesse de paratletas e técnicos, com o apoio do Governo do Estado e o patrocínio da Copel. Nos últimos quatro anos, o Geração Olímpica e Paralímpica realizou 650 atendimentos ao paradesporto e teve um investimento de R$ 3,4 milhões. Como resultado, os bolsistas do programa conquistaram nove medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

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