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Agricultura

Nota técnica da Epagri traz orientações para evitar superprodução de macroalga em SC

Produtores devem plantar somente a quantidade que irão vender (Fotos: Aires Mariga / Epagri)Recentemente, na região da Grande Florianópolis, pescad...

20/05/2024 13h32
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Produtores devem plantar somente a quantidade que irão vender (Fotos: Aires Mariga / Epagri)

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Recentemente, na região da Grande Florianópolis, pescadores passaram a capturar grandes quantidades da macroalga Kappaphycus alvarezii em suas redes. Ao mesmo tempo, acontecia a deposição de grandes volumes delas em costões e praias, evento popularmente conhecido como arribamento.

Com o período da entressafra da macroalga e a colheita da planta finalizada, a situação foi normalizada. Contudo, já preocupada com a próxima safra que inicia em setembro, a Epagri divulgou uma  nota técnica , assinada por Alex Alves dos Santos, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap). A nota explica o motivo da presença da macroalga em redes de pesca e do arribamento e apresenta as medidas para contê-los. 

Em março de 2024, foi verificada uma superprodução de macroalgas na região da Grande Florianópolis, que levou à captura excessiva em redes, bem como à deposição delas em praias e costões. A nota detalha as medidas que devem ser adotadas pelos maricultores para que a superprodução não volte a ocorrer. 

Recomendações

A recomendação é para que, na próxima safra, os produtores que usam o sistema tie-tie plantem os ramos com 15 gramas e façam a colheita quando eles atingirem 500g de peso. Cabe aos maricultores também a responsabilidade de plantar somente a quantidade que irão vender, seguindo um planejamento de produção junto aos potenciais compradores, registrado por meio de contrato de compra e venda. Os maricultores também estão orientados a colher as macroalgas e dar a elas destinação adequada quando não ocorrer a venda. 

A nota técnica destaca ainda a necessidade de ações para que as regulamentações estabelecidas sejam obedecidas e as fiscalizações intensificadas, além da adequação da legislação e da produção. 

Importante destacar que somente maricultores autorizados pela União podem cultivar a macroalga K. alvarezii. Desta forma, a recomendação para futuros  compradores  é de que a transação comercial seja realizada somente com emissão de nota do produtor, evitando, dessa forma, o comércio informal com produtores não autorizados.

Superprodução

Segundo a nota técnica, Santa Catarina registrou superprodução de macroalgas na safra 2023/24, chegando 1.000 toneladas. Na safra 2022/23 o Estado produziu 300,35 toneladas do produto. 

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A produção de 1.000 toneladas implica em uma oferta de 15 a 20 t/dia de macroalgas. No entanto, a capacidade operacional máxima de transformação da macroalga em extrato líquido da única empresa compradora em Santa Catarina é de 6 t/dia. Como resultado, a venda da produção não foi realizada conforme a expectativa e as algas foram mantidas no mar. Assim, elas continuaram crescendo e se desprendendo das estruturas de cultivo por excesso de peso. 

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Vários fatores contribuíram para a superpopulação, entre eles a ausência de inverno rigoroso em 2022 e 2023, já que, diante do frio intenso, os cultivos são interrompidos, pois aproximadamente 99% das macroalgas morrem em decorrência das baixas temperaturas do mar. Houve também uma  intensa migração de maricultores para o cultivo da K. alvarezii. A falta de experiência dos produtores no cultivo da macroalga foi outro fator determinante, levando a erros que incluem colheita em momento inadequado, falta de planejamento da produção e venda sem a devida fundamentação em contrato.

O cultivo da  macroalga  teve início em Santa Catarina em 2020, com o intuito de diversificar a produção e aumentar a geração de receita em fazendas marinhas. 

Leia  aqui  a íntegra da nota técnica. 

Conheça a Algama Fazenda Marinha, primeira unidade de beneficiamento de alga marinha de Santa Catarina, que fica no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis:

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Foto: Reprodução/Secom SC
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