O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (12) a necessidade de paciência para colocar a situação fiscal do Brasil em ordem, ao mesmo tempo em que afirmou ser uma “obsessão” organizar as coisas no governo.
“O plano de trabalho que está sendo executado é aquele que anunciei. Sem sobressaltos, sem mudança de rumo. […] O brasil, do ponto de vista fiscal, viveu duas pandemias. A pandemia propriamente dita e as eleições de 2022, que teve calote, passaram a mão no dinheiros dos governadores, abriram os cofres do Tesouro para distribuir benefícios em época eleitoral. É uma situação fiscal que nós precisamos de paciência para colocar em ordem”, disse o ministro.
Em sabatina em congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Haddad também disse que os dados econômicos divulgados recentemente têm surpreendido positivamente e que o Brasil vai crescer com inflação em queda.
“Peguem os dados dessa semana. Saíram os dados do varejo, surpreendeu. Saíram os dados de serviços, surpreendeu. Saíram os dados da inflação, surpreendeu. Ou seja, o Brasil continua crescendo com inflação em queda. Nós podemos ter um mandato me que o crescimento surpreende, a inflação surpreende, positivamente”, disse.
Ao comentar sobre corte de gastos, Haddad voltou a afirmar que o governo contabilizou R$ 25,9 bilhões que foram autorizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após um pente-fino em benefícios sociais.
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