As doenças do coração são a maior causa de morte no mundo. No Brasil, o levantamento mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que elas são responsáveis por 30% dos óbitos no país, o que corresponde a cerca de 400 mil mortes por ano. O cardiologista do Policlínica Hospital de Cascavel, Dr. Rafael Barradas Correia Castro Bastos, aponta que a enfermidade tem suas causas nos hábitos que adotamos. “As doenças cardiovasculares estão muito relacionadas ao estilo de vida que desenvolvemos nos últimos séculos. A principal forma de evitarmos o aparecimento das doenças cardiovasculares é mudando nossos hábitos o mais cedo possível, porque quanto mais cuidarmos da nossa saúde por mais tempo a gente consegue afastar ou prevenir a doença cardiovascular”, alerta.
Promoção da saúde
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares são: tabagismo, colesterol em excesso, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Pacientes que possuem alguma dessas doenças precisam fazer o controle e acompanhamento constante dos quadros de saúde a fim de evitar o agravamento e estabelecimento de problemas relacionados ao coração.
O especialista enfatiza que a melhor medida para a prevenção da doença cardiovascular é a promoção da saúde, principalmente para pessoas que não tem nenhum fator de risco. “Para as pessoas que não são hipertensas, diabéticas, que não tem nenhum problema de saúde crônico, o principal foco é a promoção da saúde e nós fazemos isso com hábitos saudáveis com atividade física e cuidados com a alimentação. A atividade física deve ser praticada ao menos 30 minutos por dia, pelo menos 5 vezes por semana. Já em relação à alimentação, a orientação é sempre dar preferência para vegetais e legumes, evitar excesso de carboidratos, assim como muita gordura saturada na alimentação”, recomenda.
Sintomas e diagnóstico precoce
Além dos hábitos saudáveis, o acompanhamento médico periódico também é indicado para monitorar a saúde e contribuir para o diagnóstico precoce de doenças. “A população geral precisa de atenção do ponto de vista cardiovascular, mas a nossa preocupação é maior conforme a pessoa vai envelhecendo, que é quando começa o aparecimento das doenças cardiovasculares conforme o fator de risco de cada pessoa. Próximo dos 35, 40 anos já é preciso dar mais atenção pensando no risco de doença cardiovascular, doença coronariana, infarto ou arritmia”, afirma.
O diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares possibilita maior capacidade e potência de tratamento para o paciente e maior chance do paciente conseguir recuperar todas as funções sociais e esportivas naturalmente e não ter nenhum prejuízo. Para isso, além do acompanhamento periódico, é preciso observar possíveis sinais de que algo pode não estar indo bem com o coração. “Temos que ficar sempre atentos aos sintomas que podem mostrar ou evidenciar um risco de doença cardiovascular como aparecimento de dor no peito conforme a pessoa vai fazer atividade física, ou esforço. Outro ponto é o cansaço muito desproporcional ao esforço, quando se faz um esforço pequeno, mas tem um cansaço muito grande. Pessoas que tem palpitação, aquela sensação de que o coração está batendo muito acelerado ou que está batendo de uma forma desconfortável. Pessoas que têm também falta de ar quando vão fazer algum tipo de esforço ou até mesmo quando estão paradas também deveriam procurar um cardiologista para avaliar a situação”, enfatiza.
Sensação
Vento
Umidade