Coresul Tintas
Coresul Tintas
DOMUS TELECOM SETEMBRO 2025
AUTO LATAS MARECHAL
CAMPANHA SETEMBRO AMARELO
Saúde

Central de Transplantes e Casa Militar reforçam integração para garantir agilidade nas doações

Com o objetivo de aprimorar operação e aumentar o número de transplantes no Paraná, equipes de plantonistas da central e pilotos da Divisão de Tra...

19/03/2025 09h32
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

O trabalho conjunto entre a Central Estadual de Transplantes do Paraná (CET) e a Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar tem sido essencial para que o Paraná mantenha sua posição como líder brasileiro na doação de órgãos . Com o objetivo de aprimorar operação e aumentar o número de transplantes, equipes de plantonistas da CET e pilotos da DTA participaram de uma atividade de integração nesta terça-feira (18) no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.

Continua após a publicidade
Anúncio

De acordo com os dados mais recentes do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), com informações de janeiro a setembro de 2024, o Paraná é o líder em doações de órgãos no Brasil, com 42,8 doações por milhão de pessoas (pmp), com mais do que o dobro da média nacional, que é de 20,3 doações pmp.

O encontro faz parte de um trabalho de aproximação dos setores para que o Estado siga sendo uma referência na doação de órgãos. Um dos maiores desafios para a realização dos transplantes, principalmente entre doadores e receptores que estão distantes entre si, é a agilidade no transporte dos órgãos, já que eles não podem ficar muito tempo sem circulação sanguínea.

“A nossa intenção é integrar cada vez mais a Casa Militar com a Central de Transplantes, disponibilizando todo o aparato da Divisão de Transporte Aéreo para que possamos salvar cada vez mais vidas. Temos um número crescente de atendimentos, somos líderes nacionais nestes procedimentos, mas queremos ampliar o quanto for possível este trabalho”, afirmou o chefe da Casa Militar, coronel Marcos Antonio Tordoro.

AGILIDADE -Ao longo de 2024, 832 órgãos foram transplantados no Paraná, segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET/PR). Deste total, 250 precisaram de transporte aéreo, sendo 30 corações transplantados, 103 fígados e 117 rins.

Cada um destes órgãos tem um prazo máximo de isquemia, que é o tempo que o órgão resiste entre a retirada do doador e o implante no receptor. O mais complicado deles é o coração, cujo prazo máximo é de 4 horas. Um fígado pode resistir cerca de 12 horas e um rim até 36 horas.

“É por isso que é importante ter uma dinâmica muito bem definida, com bons fluxos de comunicação, entre as equipes do transporte aéreo e os plantonistas que fazem a gestão destas informações. Estreitar estes laços entre as equipes pode salvar muitas vidas”, afirmou a capitã Jenifer Formanquevski, pilota do DTA.

Na prática, as equipes da CET fazem a gestão das informações de órgãos disponíveis para doação e de pacientes aptos para receber os implantes, de acordo com os critérios do Sistema Estadual de Transplantes. Ao mesmo tempo, eles ficam em comunicação com a Casa Militar para calcular a viabilidade de transporte destes órgãos caso o doador e o receptor estejam em cidades diferentes.

“Esta integração é fundamental para que as equipes entendam o fluxo de trabalho dos outros órgãos e consigam agilizar a melhor logística possível. O tempo de isquemia é muito curto e quanto mais conseguimos reduzir o tempo gasto com transporte, mais sucesso temos com os transplantes”, afirmou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.

Atualmente, o Paraná tem três aeronaves e um helicóptero disponíveis 24 horas por dia para estas operações. Com uma boa disponibilidade de profissionais e aeronaves para fazer este transporte, o Paraná consegue, inclusive, buscar órgãos em outros estados para pacientes paranaenses.

Continua após a publicidade
Anúncio

Para melhorar este serviço, o Estado já fez a aquisição de outras duas aeronaves, que vão ampliar a oferta da Casa Militar no atendimento destas ocorrências. Foram investidos R$ 47 milhões em dois aviões, que começarão a operar até o início de maio.

REFERÊNCIA Além de ter uma estrutura única para o transporte destes órgãos, o Paraná também se diferencia dos outros estados por contar com quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), localizadas em Cascavel, Curitiba, Maringá e Londrina, que prestam o apoio às instituições da rede de doações e transplantes.

Estas organizações ajudam o Estado a ter a menor taxa de recusa de doações do Brasil, com apenas 27% de recusa entre todas as entrevistas feitas com familiares de potenciais doadores. No Brasil, a média de recusa é de 45%.

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias