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Saúde

Paraná lança novo plano de enfrentamento à hanseníase

Objetivo é eliminar a doença como problema saúde pública até 2030. Em uma série histórica de 10 anos a doença passou de 750 casos em 2014 para 399...

22/05/2025 20h40Atualizado há 1 ano
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: SESA
Foto: SESA

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), lançou nesta quarta-feira (21) o Plano Estratégico de Enfrentamento à Hanseníase no Paraná 2025-2030. Ele prevê integração entre promoção, atenção e vigilância em saúde, assistência farmacêutica e laboratorial, assim como ações de educação permanente, coordenando estratégias conjuntas para o controle da doença no Estado.

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Apesar da diminuição do número de casos nos últimos anos, a hanseníase ainda é uma preocupação. Em uma série histórica de 10 anos a doença passou de 750 casos em 2014 para 399 em 2024, mas ainda persiste o diagnóstico tardio, quando a doença já está em formas avançadas, gerando incapacidades físicas irreversíveis e impactando a qualidade de vida das pessoas.

Nesse sentido, o objetivo do Plano é reforçar os compromissos do Estado para o controle com vistas à eliminação da hanseníase como um problema de saúde pública.

Algumas das metas são zerar a taxa de detecção anual de casos em menores de 15 anos, reduzir para menos de 5% a proporção de novos casos diagnosticados com grau 2 de incapacidade física, atingir mais de 90% de contatos examinados de casos novos, alcançar mais de 90% de cura, dentre outros.

“Essas ações refletem o compromisso contínuo do Paraná em fortalecer a assistência e promover a eliminação da hanseníase, alinhando-se às diretrizes nacionais e internacionais de saúde pública”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

TRABALHO INTEGRADO– O plano foi apresentado durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne secretários municipais de Saúde de todo o Paraná.

A coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira, apresentou o novo plano aos representantes e gestores municipais e estaduais e ressaltou a importância de iniciativas já existentes e que devem ser intensificadas. Dentre elas, a TeleHansen – estratégia que permite aos profissionais da Atenção Primária solicitar teleconsultoria com especialistas, tanto sobre o diagnóstico da hanseníase quanto a respeito da avaliação de incapacidades físicas.

A Sesa ainda realiza a distribuição de testes rápidos para detecção da hanseníase aos municípios paranaenses. Esses testes apoiam a Atenção Primária à Saúde (APS) na vigilância às pessoas que estiveram em contato próximo e prolongado com casos confirmados da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o primeiro país no mundo a ofertar insumos para detecção da doença na rede pública.

DADOS – Segundo o Ministério, o Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência de hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

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De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2021 foram diagnosticados no Paraná 418 novos casos; em 2022, 396; em 2023, 470 e no ano passado, 399. Atualmente 744 pessoas acometidas pela doença estão em tratamento no Estado.

O Estado conta com o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Foi inaugurado em 1926, com o intuito de atender exclusivamente pessoas com hanseníase. Hoje, sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), é referência em dermatologia e feridas com oferta de serviços especializados com equipe multiprofissional.

VIGILÂNCIA LABORATORIAL – Nos dias 13 e 14 de maio, o Laboratório Central do Estado (Lacen) recebeu a visita técnica do Ministério da Saúde, da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) e do Instituto Lauro de Souza Lima – laboratório de referência nacional para hanseníase, com o objetivo de fortalecer a articulação entre as equipes e promover o alinhamento técnico das ações relacionadas ao diagnóstico da doença.

Foram discutidos os protocolos dos novos exames implementados, como a pesquisa de resistência medicamentosa e o teste de qPCR, além das rotinas de revisão de baciloscopias.

DATA ALUSIVA – A próxima segunda-feira, dia 26 de maio, é o Dia Estadual de Conscientização sobre a Hanseníase no Paraná. Esta data foi escolhida em homenagem ao médico hansenologista Germano Traple, que nasceu nesta data e foi uma referência no tratamento preventivo de incapacidades físicas no Paraná.

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A data visa reforçar a importância das ações preventivas, do diagnóstico precoce e tratamento adequado, bem como de combate ao estigma e discriminação associados à doença.

HANSENÍASE – Trata-se de uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactériaMycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais. A hanseníase tem cura e cessa a transmissão assim que iniciado o tratamento.

O tratamento é feito exclusivamente pelo SUS e a medicação é fornecida gratuitamente nas unidades de saúde, com duração de 6 a 12 meses, podendo ser prorrogada de 9 a 18 meses, dependendo da forma de manifestação da doença.

Confira os sintomas mais comuns que indicam a necessidade de procurar o serviço de saúde:

- Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);

- Áreas com diminuição dos pelos e do suor;

- Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés;

- Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;

- Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

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