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IAT avalia animais apreendidos em megaoperação da PCPR: veja as espécies exóticas

Órgão ambiental virou lar temporário de 41 animais resgatados pela Polícia Civil do Paraná durante operação que desarticulou um dos maiores grupos...

18/06/2025 16h10Atualizado há 1 ano
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), transformou-se no lar temporário de parte da fauna silvestre resgatada pela Polícia Civil do Paraná durante operação que desarticulou na terça-feira (17) um dos maiores grupos de tráfico internacional de animais do País.

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Todos os 41 animais encaminhados ao órgão ambiental, entre répteis, aracnídeos e aves, passarão por avaliações clínicas e exames laboratoriais a partir desta quarta-feira (18). Aqueles que estiverem aptos, e pertencerem ao grupo de espécies nativas, retornarão à natureza. Outros, vítimas de maus tratos, exemplares de espécies exóticas ou que não terão mais condições de sobreviver no habitat natural, serão destinados a estabelecimentos credenciados pelo IAT, como criadouros, zoológicos e mantenedores.

“Começaremos um processo de avaliação sanitária, de saúde e de bem-estar, com esses animais com uma equipe multidisciplinar, com biólogos, veterinários e técnicos em meio ambiente”, afirma a bióloga do Instituto, Jéssica Jasinski, que participou de toda a operação de captura dos animais em apoio à Polícia Civil. “Depois disso, com a alta clínica, passaremos à triagem entre espécies nativas e exóticas. As nativas que pudermos reabilitar, soltaremos na natureza. O restante, exóticas e aqueles mais prejudicados, vão para órgão de fauna vinculado ao IAT”, acrescenta.

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A força-tarefa prendeu 16 pessoas em flagrante e resgatou mais de mil animais. A ação ocorreu simultaneamente em 12 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais resultam de uma investigação de dois anos que monitorou grupos virtuais voltados ao tráfico de animais silvestres (da fauna brasileira) e exóticos, de outras partes do mundo. Os crimes investigados são tráfico de animais, maus-tratos, falsificação de documentos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os animais traficados estão onças, tucanos, araras, macacos, serpentes, aranhas e dezenas de aves nativas e exóticas.

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Confira algumas dessas espécies que foram resgatadas na terça-feira (17):

Axolote (Ambystoma mexicanum) –espécie de salamandra originária do México, ganhou projeção internacional depois de ser adicionado ao jogo Minecraft em 2021. Um adulto pode medir de 15 com a 45 cm embora o comprimento mais comum seja 23 cm. As cabeças são amplas e possuem olhos sem pálpebras. Tem por característica a capacidade de se regenerar. Costuma se alimentar de girinos e pequenos invertebrados, como insetos, crustáceos e minhocas.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Jiboia (Boa constrictor) –serpentes não peçonhentas encontradas nas Américas, na África, na Europa, na Ásia e em algumas Ilhas do Oceano Pacífico. Podem ultrapassar os quatro metros de comprimento e pesar mais de 30 quilos.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Píton albina (Python bivittatus) –considerada uma das maiores espécies de serpentes do mundo, a píton pode atingir até oito metros de comprimento e pesar 100 kg na fase adulta. A espécie é originária do continente asiático e é considerada exótica no Brasil. Essas serpentes habitam florestas tropicais úmidas, manguezais e planícies alagadas em países como Bangladesh, Camboja e Laos.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Milk snake (Lampropeltis triangulum) –serpentes de menor porte, atingindo em média 60 a 90 cm de comprimento e 225 gramas. Espécie exótica, de áreas temperadas e tropicais da América do Norte e Central. Se alimentam de pequenos roedores, aves, répteis, anfíbios e até peixes e insetos.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Corn snake (Pantherophis guttatus) –espécie norte-americana que se alimenta de camundongos e ratos que comem o milho armazenado. Adultas tem um comprimento entre 60 centímetros e 1,80 metro. Na natureza, geralmente vivem cerca de 6 a 8 anos.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Cobra-rei (Lampropeltis getula) –são encontradas na região entre o Canadá ao Equador. Os adultos geralmente variam em comprimento de 1 metro a 1,5 metro, mas alguns podem passar dos 2 metros. A alimentação inclui pequenos mamíferos, pássaros, lagartos, anfíbios e ovos de pássaros.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Dragão barbudo (Pogona vitticeps) –espécie de lagarto originária da Austrália. Adultos podem alcançar de 40cm a 60 cm de comprimento, incluindo a cauda. Seu nome vem da barba de espinhos que circunda o pescoço. A coloração varia do marrom ao dourado, com manchas mais claras e escuras que ajudam na camuflagem no ambiente natural.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Gecko-leopardo (Eublepharis macularius) –originário do sudeste asiático, podem ter até 25 centímetros de comprimento, incluindo a cauda. O corpo é cilíndrico e compacto e ligeiramente achatado na parte superior. Têm uma cabeça proeminente e olhos grandes dispostos lateralmente. A cor natural dos olhos é de castanho-amarelado até dourado e a pupila não se fecha completamente, ficando uma pequena fresta sempre aberta.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Sapo Pac-Man (Ceratophrys cranwelli) –animais nativos de florestas tropicais da América do Sul. Possuem projeções características na cabeça como chifres, podendo ser conhecidos como sapos-de-chifre, mas o nome popular pacman se deve à sua aparência arredondada e grande boca e apetite que associam ao famoso jogo do Pacman. A coloração selvagem é verde com marcações marrons. Se alimentam de invertebrados e pequenos vertebrados na natureza, como roedores, répteis e outros anfíbios. Os machos chegam a 10 cm de comprimento, enquanto as fêmeas são maiores e chegam a 20 cm, pesando de 200 a 450 gramas.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Tartaruga-de-Orelhas-Vermelhas (Trachemys scripta) –nativa dos Estados Unidos, esse animal aquático pode chegar a 30 centímetros na fase adulta. É facilmente reconhecível pela faixa vermelho-alaranjada que apresenta nos dois lados da cabeça e pela carapaça ovalada. Conforme envelhecem, a cor do casco tende a escurecer e as manchas, inclusive as faixas vermelhas, a desbotar. Alimentam-se de vegetais, insetos e pequenos peixes.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

Sagui-preto (Saguinus niger) –primata endêmico da Amazônia. Caracteriza-se por sua pelagem da cor preta, com manchas bem definidas ao longo do corpo em tons amarronzados, avermelhados ou amarelados. As orelhas não possuem pelagem. Mede entre 20 centímetros e 40 centímetros, pesando em torno de 500 gramas. São onívoros e estão constantemente ameaçados por uma variedade de predadores.

 

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

 

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