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Ensino Superior

Universidade Estadual de Londrina aprova criação de curso de Geologia

Será o primeiro no Interior do Paraná e o segundo em todo o Estado. Situado no Departamento de Geologia e Geomática do Centro de Ciências Exatas (...

04/07/2025 10h57
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovou a criação do curso de bacharelado em Geologia, o primeiro no Interior do Paraná e o segundo em todo o Estado. O próximo passo é a deliberação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) para autorizar a implementação da graduação. O pedido foi aprovado nesta semana nos Conselhos de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e de Administração (CA) da UEL.

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Situado no Departamento de Geologia e Geomática do Centro de Ciências Exatas (CCE), o curso terá duração de cinco anos, com aulas em período integral e oferta de 20 vagas por ano letivo. Nas primeiras duas séries, a matriz curricular será formada por matérias também presentes na base dos programas de Engenharia Civil e Agronomia, como Cálculo, Física, Química e Estatística, além de aulas introdutórias de cunho geológico, como Mineralogia e Geologia Geral. A metade final da graduação terá foco em disciplinas específicas da área, como Sedimentologia e Paleontologia.

De acordo com o projeto político-pedagógico da graduação em Geologia, a grade preconiza a formação de profissionais capazes de aplicar os fundamentos técnicos das geociências. O uso desses conhecimentos não se daria apenas na busca de recursos energéticos e minerais para atender às demandas da sociedade, mas também no desenvolvimento de um raciocínio geológico crítico, compreendendo os fenômenos geológicos, as transformações provocadas pela ação humana no planeta e desafios globais contemporâneos, como as mudanças climáticas.

Para a reitora da UEL, Marta Favaro, a criação do curso de graduação em Geologia é uma importante iniciativa da universidade para responder às demandas estaduais e nacionais por profissionais qualificados nas áreas de recursos naturais, meio ambiente e planejamento territorial. “Com potencial acadêmico e social, o curso fortalecerá nosso compromisso com a formação de excelência e o desenvolvimento sustentável”, defende.

O diretor do Centro de Ciências Exatas da UEL, Alan Salvany, também defende a criação do curso. Ele lembra que a proposta contou com o apoio em níveis de sociedades culturais e científicas do campo, como a Sociedade Brasileira de Geologia (SBGEO), a Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e a Associação Profissional dos Geólogos do Paraná (Agepar), além da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS).

A medida também recebeu o aval de associações empresariais e comerciais da região Norte do Paraná, como o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).

A graduação na UEL será a sétima do campo a ser oferecida na região Sul e a 33ª no País, contribuindo para preencher vazio de escolas da área em um raio de 500 quilômetros. Pioneira no Paraná, a formação em Geologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) existe desde 1973.

MERCADO– No mercado atual, geólogos são indispensáveis na exploração das águas subterrâneas, utilizadas em redes de abastecimento à comunidade e no suprimento de atividades agrícolas.

O profissional também pode trabalhar dentro da ótica geológica e geotécnica aplicada às construções civis, buscando minerais não-metálicos necessários para as obras, como as areias e a brita de basalto. “A demarcação e obtenção de áreas de jazimento de areias, bem como a brita da rocha basáltica, pode ser obtida através de trabalhos geológicos ou de um geólogo, determinando àquele sistema que necessita o quanto tem, o quanto custa e o quanto será utilizado pela indústria”, explica o professor José Paulo Pinese, do Departamento de Geologia e Geomática.

A pesquisa e produção de agrominerais à base de basalto, substitutos de fertilizantes industriais na agricultura e eficazes na redução da liberação de gás carbônico (CO2), representam outras atividades passíveis de execução na geologia.

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Em um período de mudança de um modelo concentrado no uso de combustíveis fósseis para uma geração de energia de baixo carbono, os geólogos são peças-chave. Neste domínio, atuam na pesquisa, prospecção e exploração de minerais estratégicos, como o lítio e as “terras raras” (grupo de 17 elementos proveniente de argila iônica formada por ação vulcânica), utilizados na produção de baterias, materiais de alta tecnologia e supercondutores, entre outras tecnologias de energia limpa.

Ainda neste âmbito, a atuação geológica pode dar suporte à produção de energia, gestão de recursos hídricos e ao planejamento do uso da terra, colaborando na promoção de um desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental e à diminuição de riscos naturais.

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