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Segurança Pública

Polícias do Paraná prendem homem por desmatar 106 hectares de floresta em Rio Azul

A perícia realizada pela Polícia Científica do Paraná confirmou a extensão dos danos e identificou o uso de métodos como corte de árvores, aplicaç...

07/11/2025 23h56
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: PCPR
Foto: PCPR

Uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Militar do Paraná e Polícia Científica do Paraná prendeu preventivamente um homem de 31 anos suspeito da prática de crimes ambientais, falsificação de documento particular e fraude processual. A captura aconteceu na manhã desta quinta-feira (6), em Rebouças, no Centro-Sul do Estado.

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De acordo com as investigações, o suspeito teria promovido a destruição de aproximadamente 106 hectares da Floresta Ombrófila Mista, pertencente ao bioma Mata Atlântica, em estágio médio avançado de regeneração. A área, localizada em Rio Azul, incluía trechos de preservação permanente, como nascentes e margens de córregos.

A perícia realizada pela Polícia Científica do Paraná confirmou a extensão dos danos e identificou o uso de métodos como corte de árvores, aplicação de produtos químicos e uso de fogo. O laudo técnico indicou que a degradação foi intencional e de longa duração.

Segundo o delegado Thiago França Nunes, o investigado também apresentou à polícia um contrato de arrendamento rural com indícios de falsificação. O documento teria sido elaborado para transferir a responsabilidade pelos danos ambientais a um trabalhador da propriedade. A conduta resultou na inclusão dos crimes de falsificação de documento particular e fraude processual ao inquérito.

Durante a apuração, foram identificados indícios da prática do crime de redução à condição análoga à de escravo envolvendo um funcionário da propriedade. O caso foi encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho para as providências cabíveis.

“A PCPR destaca que a prisão é resultado da cooperação entre as instituições no combate a crimes ambientais e na proteção do patrimônio natural do Estado”, explica Nunes. A Adapar também colaborou com a investigação.

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