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IAT caminha para novo recorde de aprovações de planos de uso e conservação de reservatórios

Órgão ambiental reduz tempo médio de análise, amplia número de aprovações e deve superar marca histórica alcançada no ano passado, quando autorizo...

12/05/2026 10h22
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Antes do fim do primeiro semestre de 2026, a Divisão de Licenciamento Estratégico (Dilio) do Instituto Água e Terra (IAT) já aprovou o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatórios Artificiais da Usina Hidrelétrica (UHE) Santa Clara, localizada nos municípios de Candói e Pinhão, na região Centro-Sul do Paraná. Além disso, mantém três projetos em fase final e outros 15 planos dos chamados Pacueras em análise técnica para complementações.

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Mantido o ritmo, 2026 tende a superar os números de 2025 e estabelecer novo recorde. No ano passado, cinco Pacueras foram aprovados, o que representa quase a metade dos 12 documentos validados desde 2019, período da reestruturação do setor. Entre os empreendimentos que receberam a certificação estão os Pacueras das UHEs Salto Santiago e Salto Osório, além das PCHs Beira Rio, Lucia Cherobim e Paredinha. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

A expectativa para 2026 é concluir a análise e aprovação de todos os planos em fase final e em complementação técnica dentro do Plano de Licenciamento Estratégico. Os três Pacueras em estágio conclusivo para validação neste primeiro semestre são os projetos das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Tito, em Clevelândia e Honório Serpa (Sudoeste); Zeca Golin, em Anahy e Iguatu (Oeste); e Cavernoso IV, em Candói e Cantagalo (Centro-Sul).

Em média, a aprovação de uma proposta ambiental deste tipo leva entre dois e três anos. Os avanços em certificação, viabilidade técnica e atuação multidisciplinar do IAT permitiram reduzir em até três vezes esse prazo, o que acelera a regulamentação e a reorganização das áreas de reservatórios artificiais.

“A partir de 2019, a Dilio promoveu a reestruturação de um setor vinculado à Divisão de Licenciamento Estratégico para análise dos Planos Ambientais de Conservação e Uso do Entorno dos Reservatórios Artificiais (Pacueras), voltados a empreendimentos de geração de energia elétrica e abastecimento público”, destacou a engenheira florestal Maria do Rocio Lacerda Rocha, responsável pelo setor.

Desde então, ocorreram análises técnicas, vistorias com grupos multidisciplinares, consultas públicas e a aprovação de 12 Pacueras, além de projetos em fase final e em complementação.

FUNÇÃO ESTRATÉGICA– Os Pacueras funcionam como instrumentos de planejamento territorial no entorno de reservatórios artificiais. Assim como um plano diretor, estabelecem regras para uso e ocupação do solo, orientam a conservação ambiental e evitam conflitos sociais.

Também contribuem para a proteção da fauna e da flora, a preservação dos mananciais e a manutenção da qualidade da água, fatores essenciais para o equilíbrio ambiental das regiões impactadas.

O processo de regulamentação é técnico e criterioso, com base na Lei Federal nº 12.651/2012 , na Resolução Conama nº 302/2002 e na Instrução Normativa IAT nº 64/2025 . Inclui análise técnica, formação de grupos multidisciplinares, vistorias, consultas públicas e elaboração de relatório final até a aprovação.

As normas estabelecem critérios, diretrizes e procedimentos para o licenciamento ambiental de intervenções de baixo impacto em Áreas de Preservação Permanente (APPs) no entorno de reservatórios artificiais.

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Os estudos aprovados ficam disponíveis no site do IAT, com mapas de zoneamento e arquivos técnicos.

INVESTIMENTO BILIONÁRIO– O Paraná deve receber cerca de R$ 1,1 bilhão em investimentos nos próximos dois anos oriundos da construção de 11 PCHs em 15 municípios. Os projetos foram contratados no Leilão de Energia Nova A-5, com fornecimento previsto a partir de 2030.

O Estado ocupa a segunda posição no país em número de projetos vencedores, com 110 megawatts contratados. A energia abastecerá residências e pequenas e médias empresas.

As PCHs serão instaladas em municípios como Nova Cantu, Laranjeiras do Sul, Toledo, Clevelândia, Moreira Salles e Goioerê, entre outros.

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