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Educação

Paraná bate recorde de investimento em alimentos orgânicos nas escolas estaduais

O valor de R$ 54 milhões, aplicado em 2025 pelo Governo do Estado, por meio do Fundepar, é o maior dos últimos oito anos na alimentação orgânica e...

27/05/2026 12h17
Por: Conecta Oeste
Fonte: Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Paraná chega à Semana dos Orgânicos, celebrada nacionalmente entre 24 e 29 de maio, com investimento recorde de R$ 54 milhões na compra de alimentos orgânicos para a alimentação escolar da rede estadual em 2025. O valor, aplicado pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), é o maior da série histórica da alimentação orgânica escolar no Estado e acompanha a expansão da oferta desses produtos nas instituições de ensino paranaenses.

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Os produtos orgânicos passaram a integrar a alimentação escolar da rede estadual em 2011. Desde então, a presença desses itens na merenda cresceu de forma contínua. Naquele ano, apenas 29 municípios recebiam alimentos orgânicos nas escolas estaduais. Em 2026, esse número chegou a 311 cidades, um crescimento de quase 11 vezes em 15 anos.

Atualmente, a rede estadual atende diariamente cerca de 1,2 milhão de estudantes com a oferta de 1,5 milhão de refeições.

De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o avanço da alimentação orgânica nas escolas estaduais reflete uma política pública consolidada no Paraná. “Além de garantir refeições de mais qualidade para os estudantes, essa política valoriza a agricultura familiar, fortalece a economia local, e amplia a oferta de alimentos saudáveis nas escolas”, afirma.

EXPANSÃO ACELERADA- A série histórica dos últimos oito anos evidencia o avanço acelerado dos orgânicos na alimentação escolar, tanto no volume de investimentos quanto na quantidade de alimentos distribuídos. No período, o aporte saltou de R$ 7,5 milhões, em 2019, para R$ 54 milhões em 2025 (maior patamar da série). Já o volume de alimentos entregues cresceu de 1.510 para 5.500 toneladas, o que representa um aumento de 264%, em sete anos.

Os dados dos cinco primeiros meses de 2026 no Paraná já contabilizam R$ 23,2 milhões investidos e 2.220 toneladas de alimentos orgânicos distribuídos às escolas estaduais, mantendo o ritmo de expansão.

CARDÁPIO ESCOLAR– A expansão de oferta de orgânicos integra a política de alimentação escolar executada pelo Fundepar, responsável pela gestão da merenda na rede estadual. Os cardápios, elaborados por nutricionistas, priorizam frutas, verduras, legumes e alimentos frescos, respeitando hábitos alimentares regionais.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Vicente de Carli, em Francisco Beltrão, no Sudoeste, o merendeiro Evandro dos Santos diz que o aumento da oferta de produtos orgânicos também melhorou a aceitação das refeições pelos estudantes. “As frutas e verduras chegam mais frescas e os alunos acabam consumindo mais. A poncã, a alface e o repolho têm bastante saída”, diz.

Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a ampliação dos alimentos orgânicos fortalece a qualidade da alimentação escolar e amplia o acesso dos estudantes a refeições mais variadas e nutritivas. “Isso também contribui para um ambiente mais favorável à aprendizagem nas escolas”.

PARANÁ LÍDER- Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) colocam o Paraná na liderança nacional em certificações orgânicas, com 4.289 registros ativos — quase 19% de todos os certificados válidos no Brasil. O volume é cerca de 36% superior ao do Rio Grande do Sul, estado segundo colocado, com 3.161 certificações.

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Entre os municípios paranaenses com maior número de produtores orgânicos certificados estão Tijucas do Sul, com 239 certificações, Lapa (170) e Rio Branco do Sul (110), na Região Metropolitana de Curitiba.

Aproximadamente 2 mil agricultores certificados fornecem alimentos orgânicos para abastecer as 2.080 escolas da rede estadual de ensino. Banana, laranja, alface e arroz polido orgânico estão entre os alimentos com maior volume de distribuição para as escolas estaduais. A banana lidera a lista, com mais de 1,3 mil toneladas entregues, seguida por laranja (401 toneladas), alface (274), pão caseiro (260) e arroz polido orgânico (250).

Pela legislação brasileira, alimentos processados só podem ser classificados como orgânicos quando pelo menos 95% dos ingredientes utilizados possuem origem orgânica certificada — caso do pão caseiro.

PRODUÇÃO ORGÂNICA- Parte desse avanço é sustentada pelo Programa Paraná Mais Orgânico, iniciativa desenvolvida em parceria entre universidades estaduais, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Presente em todas as regiões do Estado, o programa oferece assistência técnica gratuita a agricultores familiares durante a transição para o sistema orgânico, processo que varia de 12 a 18 meses conforme a cultura produzida. A alimentação escolar da rede estadual integra essa cadeia ao ampliar a compra de produtos certificados, principalmente da produção vegetal, como alface e banana.

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CERTIFICAÇÃO E SEGURANÇA– A presença de alimentos orgânicos na alimentação escolar também acompanha o avanço dos sistemas de certificação e controle da produção sustentável no Paraná. Conforme a legislação brasileira, produtos orgânicos são aqueles cultivados sem o uso de insumos ou práticas que possam causar danos ao meio ambiente e à saúde humana.

Para chegar às escolas com essa classificação, os alimentos devem ter certificação reconhecida pelo Mapa ou ser produzidos por agricultores familiares vinculados a sistemas de controle social cadastrados.

Segundo a responsável técnica pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Fundepar, Andrea Bruginski, o modelo vai além da retirada de agrotóxicos da produção. “A produção orgânica envolve práticas que preservam o solo, a água e a biodiversidade, além de ampliar a oferta de alimentos mais seguros, nutritivos e sustentáveis para os estudantes”, afirma.

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