Hospitais pertencente à rede do Estado, alguns dos hospitais universitários e outras unidades da rede própria estadual passaram por ampliações, reformas e modernizações de seus prontos-socorros nos últimos anos. As intervenções feitas pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), ampliaram a capacidade de atendimento, qualificaram fluxos assistenciais e fortaleceram a estrutura de hospitais que são referência para pacientes de diversas regiões. Alguns exemplos são o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, o Hospital Zona Norte de Londrina, no Norte do Paraná.
Um dos principais investimentos foi no Hospital do Trabalhador, referência estadual em trauma. O novo pronto-socorro teve ampliação de 424 metros quadrados na estrutura existente e passou a contar com novos leitos para suturas, curativos, gesso, redução de fraturas, observação e administração de medicamentos, além de consultórios médicos, sala de raio-X, áreas de apoio e espaços de espera mais confortáveis para pacientes e acompanhantes.
A modernização aumentou a capacidade de atendimento da unidade e contribui para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade dos casos de urgência. Foram mais de R$ 2,4 milhões em investimentos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, os prontos-socorros concentram alguns dos atendimentos mais complexos do sistema público de saúde, recebendo pacientes encaminhados de diversas regiões. “Com estruturas mais amplas e modernas, os hospitais estaduais ganharam e continuam a aumentar a capacidade para atender mais pessoas, reduzir gargalos assistenciais e oferecer um atendimento mais eficiente à população”, afirma.
Além das intervenções estruturais, a Sesa tem investido na modernização da gestão dos prontos-socorros, com adoção de protocolos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento e incorporação de novas tecnologias. O conjunto dessas ações fortalece a capacidade de resposta da rede própria estadual e oferece mais qualidade, segurança e agilidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, é referência para o atendimento de urgência da região e, durante a Operação Verão, das vítimas de afogamentos e traumas. As melhorias envolveram a reorganização dos fluxos assistenciais e a aquisição de novos equipamentos, como camas elétricas e mobiliário hospitalar. A unidade também foi uma das primeiras da rede estadual a aderir ao projeto Lean nas Emergências, que reduziu o tempo de permanência dos pacientes e tornou mais ágil o encaminhamento para internação quando necessário. De 2019 até maio deste ano, o pronto-socorro da unidade fez mais de 225 mil atendimentos.
Ainda no Litoral, o Hospital Regional de Guaraqueçaba também renovou o seu PS com equipamentos, móveis e aparelhos hospitalares, totalizando um aporte de R$ 150 mil .
Em Londrina, os hospitais Zona Norte e Zona Sul também avançaram na qualificação dos prontos-socorros. Além de reformas e revitalização dos espaços, as duas unidades adotaram novas metodologias de gestão por meio do Lean nas Emergências. No Hospital Zona Norte foi implantado o Fast Track, fluxo exclusivo para pacientes de menor complexidade, reduzindo o tempo de espera e contribuindo para desafogar a emergência.
Já no Hospital Zona Sul, a reorganização dos processos assistenciais resultou em redução de 50% no tempo de espera dos pacientes, além de diminuir o período entre a definição da alta hospitalar e a saída do paciente, além do tempo entre a indicação e a efetivação das internações. A unidade também recebeu novos monitores, respiradores, bombas de infusão, macas, poltronas de medicação e equipamentos de ar-condicionado.
No Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão, os investimentos fortaleceram a capacidade tecnológica do pronto-socorro com a compra de equipamentos como videolaringoscópio, ventiladores, monitores de transporte, aparelhos de raio-X fixo e móvel e camas elétricas. Também recebeu um novo tomógrafo que será instalado após adequações estruturais, ampliando o suporte ao atendimento de casos de maior complexidade. Além disso, a reorganização dos fluxos assistenciais proporcionada pelo Lean nas Emergências trouxe maior eficiência ao setor.
FLUXO ASSISTENCIAL – O projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde (Proadi-Sus), com parceria estratégica e consultoria do Hospital Sírio-Libanês (SP), visa otimizar os fluxos de atendimento, reduzir a superlotação e diminuir o tempo de espera nas urgências e emergências. Pelo projeto, são feitas reuniões diárias de avaliação de situação.
O Fast Track (fluxo rápido) é uma estratégia que cria um caminho exclusivo e acelerado para atender pacientes de baixa complexidade, para casos classificados como verde ou azul na triagem, reduzindo o tempo de espera e evitando a superlotação.
UNIVERSITÁRIOS – No Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), o pronto-socorro passou a contar com uma sala exclusiva para o atendimento de vítimas de violência sexual e outra destinada ao acolhimento de gestantes. Os novos espaços, viabilizados por meio da doação de institutos de Maringá, oferecem atendimento mais humanizado, com ambientes privativos equipados com leitos, poltronas e banheiros exclusivos. A estrutura amplia a qualidade da assistência prestada pelo hospital, referência para o atendimento a vítimas de violência sexual e a gestantes de alto risco nos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde.
No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, a capacidade dos leitos de emergência dobrou de três para seis. Ele ganhou cinco leitos de UTI no próprio setor, outros cinco leitos exclusivos para atendimento cardiológico de urgência e emergência e, também, fortaleceu o serviço de Hemodinâmica, ampliando a oferta de procedimentos como cateterismo e angioplastia.
A modernização também incluiu a aquisição de um tomógrafo e a ampliação da área física do pronto-socorro em mais de 1,2 mil metros quadrados, permitindo a expansão dos leitos de observação de 14 para 26 e a reorganização dos fluxos assistenciais. Com a estrutura reforçada, o número de atendimentos passou de 18.676, em 2019, para 20.554 em 2025.
As unidades que não possuem PS são exclusivamente referenciadas da Atenção Básica, ambulatoriais ou ainda atuam via Central Estadual de Regulação.
As intervenções fazem parte de um amplo programa de fortalecimento da infraestrutura hospitalar. Desde 2019, o Estado realizou 129 processos de obras em hospitais, incluindo ampliações, reformas e novas edificações, com investimentos que ultrapassam R$ 1,1 bilhão. Desse total, 81 já foram concluídas, ampliando a capacidade assistencial e modernizando a rede própria de saúde.
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