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Dualogic, I-Motion, Easytronic... relembre as roubadas da tecnologia que se despede do nosso mercado após 13 anos

Auto | 31/10/2020 | 04:10 |

Quando foi rebatizado como GSR na gama Fiat, seletor de marchas passou a ser feito por teclas(foto: Fiat/Divulgação) E a Fiat foi o último fabricante nacional de automóveis a deixar de oferecer o famigerado câmbio automatizado de uma embreagem. Imagine a raiva de quem acaba de comprar um Fiat Cronos 1.3 GSR, último modelo a trazer a tecnologia que acaba de sair de linha. Mas, não foi por falta de aviso. Este tipo de transmissão foi lançada em 2007 no Chevrolet Meriva como uma opção mais barata que o câmbio automático convencional, mas que, igualmente, não obrigasse o motorista a acionar a embreagem e nem “passear” pelas marchas na alavanca.

Fiat fez o mais amplo uso do câmbio Dualogic, como foi denominado(foto: Fiat/Divulgação) Porém, na prática, a sensação de conforto que o câmbio automatizado deveria proporcionar ao motorista foi superada por desconfortáveis trocas de marcha, que geravam um tranco nos ocupantes do veículo. E não era apena isso. Como as fábricas nunca se empenharam em diferenciar a transmissão automatizada da automática, os motoristas não a manuseavam corretamente.

SAIBA MAIS Como a atuação da embreagem era lenta ao “arrancar” o carro em uma subida íngreme, era comum que o veículo voltasse bastante nesta situação de trânsito, causando batidas (por este motivo, o assistente de partida em rampa era um acompanhamento muito bem vindo). Para evitar acidentes, quem já estava calejado com o câmbio automatizado de uma embreagem sabia que o melhor era manter o freio pressionado com um pé e acelerar com o outro. Outro mau-hábito comum era “segurar” o carro em um cruzamento na subida pisando apenas no acelerador, o que podia causar o superaquecimento da embreagem, além de seu desgaste precoce.

Na linha Volkswagen, câmbio automatizado se chamava I-Motion(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press) O custo de manutenção do câmbio automatizado também podia ficar bastante elevado, motivo pelo qual o modelo perdia muito valor no mercado de usados (quando novo, você comprava o veículos automatizado mais caro que um manual, mas, na hora de passá-lo adiante, a situação se invertia).

Em alguns modelo da Renault, tecnologia era identificada como Easy'R(foto: Eduardo Aquino/EM/D.A Press) Foram muitos os nomes comerciais do câmbio automatizado: Easytronic (Chevrolet), I-Motion (Volkswagen), Easy’R (Renault), Dualogic e GSR (ambos da Fiat). Ao longo dos anos, a tecnologia foi ganhando melhorias – como a gestão do câmbio, o uso de um sensor de inclinação para aprimorar o desempenho em subidas e até simular a tendência ao movimento dos câmbios automáticos (creeping) –, mas, ainda assim, a tecnologia nasceu e morreu ruim. Para fazer justiça, saiba que marcas sofisticadas como Audi a Mercedes-Benz também já usaram o câmbio automatizado, que não vai deixar saudades.

 

Chevrolet foi a precursora da tecnologia no Brasil com o câmbio Easytronic(foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press) COMO FUNCIONA? O câmbio automatizado possui os mesmos componentes e funcionamento de uma transmissão manual convencional, mas usa atuadores (hidráulicos ou elétricos) para comandar a embreagem e a troca das marchas. Porém, é preciso diferenciá-lo do câmbio automatizado de dupla embreagem, que proporciona trocas suaves por já ter a próxima marcha sempre acoplada (justamente por ter duas embreagens), porém tem alto custo.

| Fotos: Vrum |
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