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Veículos importados têm queda de quase 22% no primeiro trimestre do ano

Auto | 09/04/2021 | 07:53 |

Quem puxou para cima os associados Abeifa que fabricam no Brasil foi a Caoa Chery, responsável por 70,7% dos emplacamentos nos três primeiros meses do ano, com um aumento de 15,5% em relação a 2020(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press) O setor de veículos importados no Brasil apresentou queda de 21,8% neste primeiro trimestre de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano passado, caindo de 57.935 para 45.280 unidades emplacadas. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), uma série de fatores contribuem para este cenário, como a crescente desvalorização do câmbio, a escassez de alguns componentes no mercado global e a degradação do ambiente de negócios gerada pelo descontrole da pandemia da COVID-19 no país.

Porém, os associados da Abeifa focados em produzir veículos no Brasil estão em situação bem melhor, tendo demonstrado um aumento de 11% neste primeiro trimestre, com 9.040 unidades, contra 8.142 licenciados no mesmo período de 2020. No volume de vendas, quem puxa para cima este resultado é a Caoa Chery, responsável por 70,7% do volume total de associados emplacados nos três primeiros meses do ano como fabricantes nacionais. Os 6.392 emplacamentos da Caoa Chery neste período é 15,5% superior ao volume de 2020. Outra marca que apresenta bom desempenho na produção brasileira é a BMW, com 2.032 emplacamentos, crescimento de 19,2% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Já os veículos importados das associadas Abeifa, que representa 15 marcas, apresentou queda de 16,1% no primeiro trimestre, portanto inferior aos importados de uma forma geral. No período, foram 6.013 unidade emplacadas, contra 7.170 unidades durante o mesmo período de 2020.  Com este perfil, a marca em destaque é a Volvo, com 1.756 emplacamentos no primeiro trimestre, um aumento de 5,7% em relação a 2020. Mas a situação da Kia é diferente. A marca é a segunda associada da Abeifa com maior volume de vendas, registrando 1.007 veículos no primeiro trimestre, o que corresponde a 16,7%do total. Porém, os coreanos apresentam uma redução de 39,9% em relação ao mesmo período de 2020.

João Henrique Oliveira é o atual presidente da Abeifa(foto: Abeifa/Divulgação) Assim, com o aumento no volume dos veículos produzidos no Brasil compensando a queda dos importados, os licenciamentos da Abeifa somam uma queda de 1,7%. Enquanto no primeiro trimestre de 2020 a Associação vendeu 15.312 veículos, no mesmo período deste ano foram 15.053 emplacamentos. Principal fator sensível à importação, nas projeções da Abeifa a média do dólar deve ficar em torno de R$5,50, câmbio classificado como “desconfortável” por João Henrique Oliveira, presidente da associação.

Para tentar melhorar este cenário, a Abeifa vem tentando negociar junto ao governo federal algumas demandas, como a redução da alíquota de importação de 35% para 20%. No contexto da pandemia, a associação também defende a adoção de medidas para garantir a manutenção de empregos e o fluxo de caixa das empresas do setor, semelhante às usadas em 2020. Outra proposta é reduzir o valor do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) para os veículos híbridos e elétricos. Na avaliação de Oliveira, o governo está sensível para apoiar estas demandas.

SAIBA MAIS Os modelos híbridos e elétricos são atualmente o que a Abeifa chama da terceira fase de sua atuação no Brasil, onde os importadores seriam fundamentais para a inserção de inovações tecnológicas focadas em eletrificação. Assim, este tipo de veículo vem aumentando sua participação entre os emplacamentos dos associados da marca, passando de 17,4% no primeiro trimestre de 2020 para 51,4% no mesmo período de 2021.

A análise dos eletrificados foi feita pelo presidente da Abeifa enquanto anunciava os 30 anos da Associação, que fez sua estreia em abril de 1991 em um contexto de reabertura do mercado nacional para a importação de veículos. Em seus três primeiros anos, o que foi estabelecido como a primeira fase, seus 32 associados foram responsáveis pela introdução de tecnologias como o freio ABS. Já a segunda fase teria sido o estabelecimento de alguns associados com produtores locais, consolidando a Abeifa como porta de entrada no país com papel fundamental na atração de investimento estrangeiro direto.

| Fotos: Vrum |
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