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Tráfico de Drogas

Policial militar é condenada por tráfico de drogas; cocaína estava escondida na lataria de carro

Sentença também determina a perda do cargo de Silvia Maria Chastalo. Defesa dela não se manifestou. Até o fim do julgamento dos recursos ela segue recebendo salário.

23/02/2024 08h26
Por: Marcos Umeres
Fonte: Conecta Oeste/Difusora

A Justiça condenou a mais de seis anos de prisão por tráfico de drogas a soldado Silvia Maria Chastalo, presa em flagrante com quase 30 quilos de cocaína em agosto do ano passado em Cambé, no norte do Paraná.

A sentença em primeira instância também determinou a exclusão dela da Polícia Militar. Cabe recurso da decisão.

A defesa de Chastalo não se manifestou. Em nota, a Polícia Militar disse aguardar a decisão final da Justiça e que a policial está suspensa das funções.

A defesa da soldado também recorreu, pedindo que ela seja absolvida. Até a análise do recurso, ela continuará recebendo salário de R$ 5.462,58 por mês.

Mesmo nos meses em que esteve presa ela teve depositados os pagamentos. O direito é previsto em lei até que o processo chegue ao fim e não exista mais possibilidade de recursos.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) recorreu da decisão pedindo aumento de pena e que ela comece o cumprimento da condenação em regime fechado.

Cocaína na lataria
A carreira da militar começou em 2013. A soldado pertencia ao batalhão de Cascavel, no oeste paranaense, mas prestava serviços no destacamento de Ibema, a sessenta quilômetros dali.

Em agosto de 2023, ela foi presa na BR-369, entre Londrina e Cambé, com 28 quilos de cocaína. A droga estava escondida na lataria do carro, junto a um compartimento na lanterna traseira. Veja no vídeo abaixo!

Policial chorou em depoimento
Em depoimento ao delegado na época da prisão, a militar se recusou a dar explicações sobre o tráfico de drogas. No interrogatório à Justiça, porém, ela falou por mais de 10 minutos.

“Eu fiquei nervosa simplesmente pelo fato de ter sido abordada de um modo abrupto e… três policiais, eu me senti intimidada por eles, um deles carregava uma arma longa. E a única coisa que eu falava era: ‘Olha, não precisa me algemar, até porque eu tenho 1,60 metro, os policiais ali todos deviam ter mais de 1,80 metro, não teria nem como eu reagir”, disse.

 

No depoimento, ela disse só ter informado aos agentes que também era policial quando já estava algemada no camburão e disse que tinha uma arma de uso funcional no carro.

Em alguns momentos do depoimento a soldado chegou a chorar.

“Eu não sei se eu tenho o direito de pedir ao doutor que me conceda o direito de responder em liberdade, se eu precisar ficar com tornozeleira, mas que… já estou aqui há mais de cem dias e não me encaixo nessa posição e realmente eu já não estou suportando a situação de estar privada de.. e longe da minha família, longe de tudo aquilo que tinha um significado para mim”, disse chorando.

Regime semiaberto
 

Alguns argumentos da defesa foram aceitos pela Justiça, impedindo uma pena mais severa. Ela foi condenada a 6 anos e 5 meses de prisão no regime semiaberto: pode deixar a cadeia para trabalhar ou estudar.

Porém, a sentença também determina a perda do cargo de policial militar, apontando a gravidade do crime. A Justiça entendeu que a “moralidade inerente à função pública não se mostra compatível” com a condenação por tráfico de drogas.

A policial ficou cinco meses presa, mas atualmente está em liberdade. Na própria sentença foi autorizado que ela aguarde fora da cadeia o julgamento de recursos. Nesse período, ficará usando tornozeleira eletrônica e afastada dos serviços da PM.

Fonte: G1 Paraná  e RPC Londrina

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